BNDES reúne R$ 45,8 bilhões em projetos de minerais críticos e analisa 12 operações
A Chamada Pública BNDES-Finep para Transformação de Minerais Estratégicos selecionou 56 projetos, que somam R$ 45,8 bilhões em investimentos em cadeias como terras raras, lítio, níquel, grafite, silício, platina e materiais para baterias. O BNDES já aprovou três operações no âmbito da chamada, com Weg, Piauí Níquel e Viridis. Outros 12 projetos, considerados mais maduros, estão em análise e podem mobilizar cerca de R$ 9 bilhões em financiamentos, a depender das garantias oferecidas.
Desde agosto, no âmbito do Plano Brasil Soberano, os minerais críticos contam com custo financeiro de referência de 3,0% ao ano no banco. O BNDES também mantém um fundo de investimento em participação dedicado ao setor, criado em parceria com a Vale. Segundo o banco, a expansão da carteira depende de estruturas de cofinanciamento, compartilhamento de risco e project finance que reduzam riscos geológicos, tecnológicos e de mercado.
[Nota Vitorini] Segundo a relação publicada pelo BNDES na página da chamada pública (junho de 2025), os 56 planos de negócios selecionados pertencem a 53 empresas:
Aclara Resources Mineração
AMG Brasil (2 planos)
Anodox Americas Holding
Ativa Mineração
Belo Lithium Mineração
Bemisa Holding
Borborema Recursos Minerais
Bozel Brasil
Brasil Grafite Mineradora (South Star)
Brastorno
Bravo Mineração
Bravo Motor Company Brasil Energy
Companhia Brasileira de Lítio (CBL)
Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) (2 planos)
Cooperativa dos Fundidores de Cassiterita
D S de Franca
Ecomet Metais Sustentáveis
Fermavi Eletroquímica
Fusão Comércio e Indústria
Graph Mais Mineração
Greenpar Tecnologia em Energia
Homerun Brasil Mineração
Ibiré Comércio e Serviços Empresariais
Kempetro Engenharia
Lorene Importação e Exportação
M P de Medeiros Linhares
Meteoric Caldeira Mineração
Minasligas
Mineração Taboca (2 planos)
Minercal Metalurgia
Mosaic Fertilizantes P&K
Newpower
Piauí Níquel Metais
Pioneiro Ecometais Industrial
Qtech Tecnologia de Materiais
Recicla Engenharia e Gestão Ambiental
Recursos Minerais do Brasil (RMB)
Referencial Geologia
RodOil Distribuidora de Combustíveis
Serra Verde Pesquisa e Mineração
SK Metais
SPE Casa Grande Mineração
Stellantis Automóveis Brasil
Sudamin Nordeste
Tecnosinter Tecnologia em Minerais
Tiros Minerais Estratégicos Mineração
Tor Participações
Trashin Gestão e Coleta de Recicláveis
Tronox Pigmentos do Brasil
Unimetal
Valpa Mineração e Terraplenagem
Viridis Mineração
WEG Equipamentos Elétricos
Cliente/Empreendedor: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) | Projeto: Chamada Pública BNDES-Finep para Transformação de Minerais Estratégicos | Localização: Nacional | Mercado: Mineração | Tema: CAPEX | Fonte: Brasil Mineral | Data de Publicação: 05/10/2026 | Link: https://brasilmineral.com.br/noticias/bndes-mobiliza-r-458-bilhoes-visando-transformar-o-brasil-em-potencia
Atlantic Nickel bate recorde de produção na Bahia e avança na expansão subterrânea
A Mina Santa Rita, operada pela Atlantic Nickel em Itagibá (BA), produziu 12.464 toneladas de concentrado de níquel em agosto. Foi o melhor resultado desde 2019, quando a Appian Capital Brazil assumiu o controle das operações. A recuperação metalúrgica foi de 86,72%. No primeiro semestre, a planta processou 3,39 milhões de toneladas de minério.
O próximo passo é a lavra subterrânea. Desde a detonação inaugural do Portal Sul, em março, foram escavados mais de 600 metros de túneis. A operação subterrânea poderá estender a vida útil da mina por mais de 30 anos, com produção de cerca de 30 mil toneladas equivalentes de níquel por ano. Concluído o estudo de pré-viabilidade em 2024, o projeto está agora na fase do estudo de viabilidade definitivo (DFS).
Cliente/Empreendedor: Atlantic Nickel (Appian Capital Brazil) | Projeto: Mina Santa Rita e expansão subterrânea (Níquel) | Localização: Itagibá - BA | Mercado: Mineração | Tema: CAPEX | Fonte: Revista Mineração & Sustentabilidade | Data de Publicação: 06/10/2026 | Link: https://revistamineracao.com.br/2026/10/06/atlantic-nickel-registra-producao-recorde-e-avanca-em-projeto-subterraneo-na-ba/
Atlas Lithium avança na pré-montagem de planta de 146 mil toneladas anuais de concentrado de lítio em MG
A Atlas Lithium informou que estão em andamento as etapas de pré-montagem da planta modular de separação em meio denso (DMS) do Projeto Neves, em Minas Gerais. A montagem eletromecânica está a cargo da Alfa Engenharia. A planta deve produzir inicialmente cerca de 146 mil toneladas de concentrado de lítio por ano, e o desenho modular permite ampliações futuras. Os módulos passaram por teste de montagem na África do Sul antes de serem enviados ao Brasil.
O projeto é de propriedade integral da Atlas e, segundo a empresa, está totalmente licenciado. A planta prevê recirculação de cerca de 95% da água de processo e disposição de rejeitos 100% a seco, sem barragem. A companhia diz ter recebido manifestações de interesse por escrito de grandes empresas que, somadas, superam a produção planejada. Valor do investimento e cronograma de comissionamento não informados.
Cliente/Empreendedor: Atlas Lithium | Projeto: Planta DMS do Projeto Neves (Lítio) | Localização: Minas Gerais | Mercado: Mineração | Tema: CAPEX | Fonte: Brasil Mineral | Data de Publicação: 08/10/2026 | Link: https://brasilmineral.com.br/noticias/atlas-lithium-avanca-em-etapas-criticas-de-planta-modular-em-mg
Plano decenal de energia prevê 7,2 GW de baterias e 110 GW de nova geração até 2036
O Ministério de Minas e Energia colocou em consulta pública, em 8 de outubro, o Plano Decenal de Expansão de Energia 2036 (PDE 2036). O relatório projeta 7,2 GW de baterias no sistema elétrico até 2036. Somadas a 2 GW de hidrelétricas reversíveis, a capacidade de armazenamento chega a 9,2 GW. É a primeira vez que as reversíveis aparecem na indicação de expansão do PDE. O primeiro leilão para contratar baterias está previsto para o início de dezembro.
A geração deve crescer 110 GW no horizonte do plano, puxada por eólica e solar, que somarão 32,9% da matriz em 2036. A micro e minigeração distribuída deve passar de 50 GW para 92 GW, e as termelétricas não renováveis devem crescer 14 GW. O plano também projeta a carga de data centers subindo de 3 TWh em 2026 para 30 TWh em 2036.
Cliente/Empreendedor: Ministério de Minas e Energia (MME) | Projeto: Plano Decenal de Expansão de Energia 2036 (PDE 2036) | Localização: Nacional | Mercado: Energia | Tema: CAPEX | Fonte: Agência iNFRA | Data de Publicação: 08/10/2026 | Link: https://agenciainfra.com/blog/governo-preve-72-gw-de-baterias-no-sistema-eletrico-ate-2036/
Ministério de Portos e Aeroportos prevê R$ 160 bilhões em investimentos até 2030, com 34 leilões portuários
O Ministério de Portos e Aeroportos apresentou em 8 de outubro, em Brasília, sua carteira de projetos e investimentos para o período de 2027 a 2030, com aporte de cerca de R$ 160 bilhões. O anúncio ocorreu no encerramento do Fórum Nacional Brasil Export 2026 e reúne leilões, concessões, autorizações para empreendimentos privados e obras públicas.
No setor portuário, estão previstos 34 leilões, com R$ 20,6 bilhões em investimentos, e 70 autorizações para empreendimentos privados, como TUPs e estações de transbordo de carga, com R$ 33,1 bilhões. O Sudeste concentra R$ 14,64 bilhões dessas autorizações. Entre os principais projetos estão o Tecon Santos 10 (R$ 6,45 bilhões), o SSB01, no Porto de São Sebastião (R$ 3,84 bilhões), e o ITJ01, no Porto de Itajaí (R$ 2,66 bilhões). A carteira inclui ainda 18 obras portuárias públicas (R$ 2,15 bilhões), cerca de R$ 2 bilhões para aeroportos regionais e R$ 7,6 bilhões em intervenções hidroviárias.
Cliente/Empreendedor: Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) | Projeto: Carteira de Projetos e Investimentos 2027-2030 | Localização: Nacional | Mercado: Infraestrutura e Logística | Tema: CAPEX | Fonte: Portos e Navios | Data de Publicação: 08/10/2026 | Link: https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/carteira-de-investimentos-do-mpor-projeta-r-160-bilhoes-ate-2030
Oceânica fecha contrato de R$ 354 milhões com a Petrobras para serviços submarinos
A Oceânica Engenharia e Consultoria firmou com a Petrobras um contrato de longo prazo de cerca de R$ 354 milhões, anunciado em 8 de outubro. O acordo prevê serviços técnicos especializados em até quatro frentes, incluindo mergulho e ferramentas diverless (ROVs). O prazo é de quatro anos, com início das operações previsto para o primeiro semestre de 2027 e atividades até 2031.
Com o novo acordo, o backlog da Oceânica passa a aproximadamente R$ 10,3 bilhões. A empresa atua há quase 50 anos em soluções submarinas para o setor offshore, principalmente na manutenção da integridade de ativos.
Cliente/Empreendedor: Oceânica Engenharia e Consultoria / Petrobras | Projeto: Contrato de serviços submarinos (mergulho e ROVs) | Mercado: Óleo e Gás | Tema: Contratação | Fonte: Portos e Navios | Data de Publicação: 09/10/2026 | Link: https://www.portosenavios.com.br/noticias/offshore/oceanica-firma-contrato-de-r-354-milhoes-com-a-petrobras
Sigma Lithium retoma atividades no Vale do Jequitinhonha após decisão judicial
A Sigma Lithium vai retomar a lavra e o processamento no Projeto Grota do Cirilo, em Minas Gerais, após decisão do TRF6 que restabeleceu as licenças ambientais da operação. O tribunal concedeu efeito suspensivo e derrubou a decisão de primeira instância que havia suspendido as licenças em setembro. Segundo a empresa, a produção deve chegar a 330 mil toneladas anuais de concentrado de óxido de lítio até o fim de 2027, sem necessidade de nova capacidade de lavra ou de processamento. A companhia diz que suas atividades geram cerca de 19 mil empregos diretos e indiretos em 12 municípios do Vale do Jequitinhonha.
Cliente/Empreendedor: Sigma Lithium | Projeto: Projeto Grota do Cirilo (Lítio) | Localização: Vale do Jequitinhonha - MG | Mercado: Mineração | Tema: Licenciamento | Fonte: Revista Mineração & Sustentabilidade | Data de Publicação: 07/10/2026 | Link: https://revistamineracao.com.br/2026/10/07/sigma-lithium-retoma-operacoes-em-mg-apos-decisao-judicial/
Leilões da ANP arrecadam R$ 3,5 bilhões, e Petrobras responde por 91% dos lances
A ANP realizou em 7 de outubro dois leilões de áreas de exploração de petróleo e gás: o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção e o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão. Juntos, os certames arrecadaram R$ 3,5 bilhões em bônus de assinatura, com 59 dos 326 blocos ofertados arrematados. A Petrobras respondeu por 91% do total (R$ 3,2 bilhões). A estatal levou dois blocos no pré-sal e outros 19 fora dele: 12 na Bacia de Campos e sete na Bacia do Ceará, estes em parceria com a QatarEnergy.
No leilão de partilha, saíram sete dos 13 blocos do pré-sal nas bacias de Campos e Santos, todos com oferta única e ágio médio de 108% sobre o excedente em óleo mínimo. Além da Petrobras, ampliaram portfólio CNOOC e Sinopec, Equinor (em um dos blocos, com a Galp) e Prio. Na concessão, nove empresas arremataram 49 de 308 blocos, com ágio de 3.511% sobre os bônus mínimos. O destaque foi a Bacia de Campos, onde a Petrobras levou 12 blocos com bônus acumulado de R$ 2,9 bilhões. Segundo a ANP, parte dessas áreas fica próxima a campos produtores e poderá ser conectada a FPSOs já em operação por meio de tiebacks.
Cliente/Empreendedor: Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) | Projeto: 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha e 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão | Localização: Nacional (bacias marítimas e terrestres) | Mercado: Óleo e Gás | Tema: Contratação | Fonte: Agência iNFRA | Data de Publicação: 08/10/2026 | Link: https://agenciainfra.com/blog/petrobras-respondeu-por-91-da-arrecadacao-dos-leiloes-de-petroleo-da-anp/
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