Cedro obtém licença ambiental para o Porto do Meio, terminal de minério de R$ 3,6 bilhões em Itaguaí (RJ)
A Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA) do Rio de Janeiro aprovou a emissão da licença ambiental do Porto do Meio, terminal de minério de ferro da Cedro Participações em Itaguaí (RJ). O investimento previsto é de R$ 3,6 bilhões, e a capacidade inicial será de até 15 milhões de toneladas por ano. A emissão da licença depende da assinatura de um termo de compromisso ambiental. Concluída essa etapa, a empresa pretende contratar as obras, com prazo estimado de três anos.
O terminal ocupará cerca de 250 mil m² entre os terminais da Vale e da CSN, com pátio de minério e berço de atracação de até 20 metros de profundidade. A ligação com a malha ferroviária da MRS trará minério das regiões produtoras de Minas Gerais. O porto foi projetado principalmente para a produção própria, mas poderá receber cargas de outras mineradoras. As obras envolvem engenharia civil, dragagem, equipamentos portuários e montagem eletromecânica, com cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos no pico e 256 postos diretos na operação. A área foi arrematada em leilão federal em dezembro de 2024, com arrendamento de 35 anos assinado em fevereiro de 2025. O terminal integra o plano da Cedro de chegar a 20 milhões de toneladas anuais de minério até 2032.
Cliente/Empreendedor: Cedro Participações | Projeto: Porto do Meio (terminal de minério de ferro) | Localização: Itaguaí - RJ | Mercado: Infraestrutura e Logística | Tema: Licenciamento | Fonte: Revista Mineração & Sustentabilidade | Data de Publicação: 14/10/2026 | Link: https://revistamineracao.com.br/2026/10/14/cedro-obtem-licenca-ambiental-para-porto-de-r-36-bilhoes-no-rj/
Axia tem 288 obras em andamento, com modernização de seis hidrelétricas e R$ 8,7 bilhões em transmissão
A Axia Energia (antiga Eletrobras) está com 288 empreendimentos em obras, em fases que vão de engenharia e fornecimento a pré-comissionamento. No segundo trimestre de 2026, segundo o balanço divulgado em agosto, a companhia investiu R$ 3,117 bilhões no total, 53% a mais que no mesmo período de 2025. A transmissão foi o principal destino. Segundo a empresa, os projetos de transmissão em curso podem adicionar cerca de R$ 2 bilhões em Receita Anual Permitida (RAP) entre 2026 e 2030.
Na geração, seis hidrelétricas estão em modernização: Sobradinho (BA), Paulo Afonso IV (BA), Porto Colômbia (MG), Tucuruí (PA), Itumbiara (MG) e Luiz Gonzaga (PE). Esses projetos não ampliam potência. O foco é confiabilidade, menos indisponibilidade e maior vida útil dos equipamentos. A ampliação de Luiz Gonzaga é uma frente à parte, com nova unidade geradora de 246 MW contratada no Leilão de Reserva de Capacidade de março de 2026. As modernizações devem gerar 2.500 empregos diretos e 1.200 indiretos, com contratos de Voith Hydro, Andritz Hydro, GE Vernova e Hitachi Energy. Na transmissão, são 12 lotes greenfield, com 2.320 km de linhas e R$ 8,7 bilhões em investimentos. Onze estão em execução e um foi concluído, com previsão de 17.754 empregos diretos até 2030.
Cliente/Empreendedor: Axia Energia | Projeto: Modernização de hidrelétricas e expansão da transmissão | Localização: Nacional | Mercado: Energia | Tema: CAPEX | Fonte: Revista O Empreiteiro | Data de Publicação: 13/10/2026 | Link: https://revistaoe.com.br/axia-avanca-na-modernizacao-de-usinas/
Túnel imerso Santos-Guarujá terá projeto funcional até julho de 2027, início da mobilização e retirada de interferências
A Mota-Engil venceu em setembro de 2025 o leilão para construir, operar e manter o túnel imerso Santos-Guarujá, o primeiro túnel imerso rodoviário do Brasil. A TSG Concessionária, SPE criada pela empresa, faz levantamentos topográficos e cadastrais para desenvolver o projeto de R$ 6,8 bilhões. Em 2026, estão previstos estudos complementares, desapropriações e licenciamentos ambientais. O projeto funcional deve estar aprovado e certificado até julho de 2027. O projeto executivo será feito em BIM, por exigência contratual. Ainda não há canteiro de obras.
A mobilização começa em abril de 2027, com a retirada de interferências: realocação de subestações, torres e desvios ferroviários. Em maio, começa a conexão com a Rodovia Cônego Domenico Rangoni. Em junho, têm início a escavação e a preparação da doca seca no Guarujá, com cerca de 14 metros de profundidade. Na sequência, a fabricação dos módulos está prevista para 2028, e o início da operação, para 2031. A travessia terá 1,5 km no total, dos quais 870 m submersos a 21 m de profundidade. O desenho prevê três faixas por sentido, espaço para um futuro VLT, ciclovia e passagem de pedestres.
Cliente/Empreendedor: TSG Concessionária (Mota-Engil) | Projeto: Túnel Imerso Santos-Guarujá | Localização: Santos e Guarujá - SP | Mercado: Infraestrutura e Logística | Tema: CAPEX | Fonte: Revista O Empreiteiro | Data de Publicação: 13/10/2026 | Link: https://revistaoe.com.br/tunel-imerso-santos-guaruja/
Governo prevê R$ 102,7 bilhões em investimentos e 11 leilões rodoviários na carteira de 2027
O Ministério dos Transportes apresentou em 15 de outubro, em evento na B3, a carteira de rodovias e ferrovias para 2027. Os investimentos estimados somam R$ 102,68 bilhões. Estão previstos 11 leilões: nove a partir de novos estudos e dois de otimizações contratuais. Os trechos somam cerca de 4,5 mil km, dos quais 569,07 km de duplicação e 550,29 km de faixas adicionais. Do total, R$ 54,87 bilhões são de CAPEX e R$ 47,82 bilhões de OPEX.
O calendário previsto para os leilões é o seguinte:
Junho: Rota Integração do Sul (BR-116/158/290/392) e Rota Portuária do Sul (BR-116/392)
Julho: Malha Catarinense, lotes 1 (Vale do Itajaí) e 3 (Meio-Oeste)
Setembro: Rota do Vale do Café (BR-393)
Outubro: Rodovia Transbrasiliana (BR-153) e Rota Portuária Itaqui (BR-135/316)
Novembro: Malha Catarinense, lote 2 (BR-280), e Rota Planalto Sul (BR-116)
Dezembro: Rota do Açu (BR-356) e Rota Centro-Sul Baiano (BR-101)
Desde 2023, foram realizados 31 leilões. O ministério reconheceu que parte dos projetos de 2026 foi adiada para o próximo ano e citou dificuldades com o TCU nos leilões de ferrovias.
Cliente/Empreendedor: Ministério dos Transportes | Projeto: Carteira de Concessões 2027 | Localização: Nacional | Mercado: Infraestrutura e Logística | Tema: Contratação | Fonte: CNN Brasil | Data de Publicação: 15/10/2026 | Link: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/governo-preve-investimentos-de-mais-de-r-100-bi-em-rodovias-para-2027/
Galeão deve receber R$ 1 bilhão em investimentos privados nos próximos três anos
A Aena prevê investimentos privados de ao menos R$ 1 bilhão no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, nos próximos três anos. A concessionária espanhola assumiu o terminal em 6 de outubro, com contrato até 2039. O maior aporte é de R$ 430 milhões, da Hire Capital, em um galpão logístico. A BYD vai investir R$ 300 milhões em um centro de testes de 180 mil m².
Completam a lista um hangar de manutenção da Gol (R$ 100 milhões), um hotel da Accor com 232 quartos (R$ 90 milhões) e a ampliação do terminal de cargas (R$ 54 milhões). A Aena também prevê intervenções na área de passageiros, sem valor divulgado. O aeroporto deve fechar 2026 com recorde de 19 milhões de passageiros, ante 17 milhões em 2025.
Cliente/Empreendedor: Aena | Projeto: Investimentos no Aeroporto Internacional do Galeão | Localização: Rio de Janeiro - RJ | Mercado: Infraestrutura e Logística | Tema: CAPEX | Fonte: Revista O Empreiteiro | Data de Publicação: 16/10/2026 | Link: https://revistaoe.com.br/galeao-recebera-1-bi-em-investimentos/
Hydro abre concorrência para entrar em parque eólico e eletrificar caldeiras da Alunorte
A Hydro, controladora da refinaria de alumina Alunorte, abriu uma concorrência para se tornar sócia de um parque eólico e contratar cerca de 120 MW médios de energia, segundo apuração da CNN Brasil. O fornecimento deve começar em 2029. Se o processo avançar, a empresa deve adquirir cerca de 30% do capital da titular do parque, no modelo de autoprodução. A Hydro não comentou.
As negociações envolvem um contrato de compra de energia de longo prazo com a Hydro Rein. A empresa de renováveis tem a Hydro (50,1%) e a Macquarie Asset Management (49,9%) como acionistas. A demanda acompanha a eletrificação das caldeiras da Alunorte. O consumo atual da refinaria passa de 800 MW médios e deve crescer com a conversão de outras caldeiras. Em janeiro de 2025, a Alunorte colocou em operação duas caldeiras elétricas, com investimento de R$ 318 milhões. Com a primeira unidade, instalada em 2022, as três caldeiras elétricas permitem reduzir as emissões em até 550 mil toneladas de CO₂ por ano.
Cliente/Empreendedor: Hydro (Alunorte) | Projeto: Autoprodução eólica para eletrificação das caldeiras da Alunorte | Mercado: Siderurgia e Metalurgia | Tema: Contratação | Fonte: CNN Brasil | Data de Publicação: 13/10/2026 | Link: https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/robson-rodrigues/infra/exclusivo-hydro-abre-concorrencia-para-comprar-fatia-de-parque-eolico/
J. Mendes suspende mina de minério de ferro em Minas Gerais diante de custos altos e preços em queda
O grupo J. Mendes suspendeu a operação de minério de ferro da JMN Mineração, na Mina Morro dos Coelhos. A unidade fica entre Desterro de Entre Rios e Piracema, na região Central de Minas Gerais, e responde por 10% do volume de minério de ferro do grupo. Os desligamentos começaram em 6 de outubro, e a suspensão das atividades, no dia seguinte. Não há prazo para retomada, e o número de empregados afetados não foi informado.
Segundo a empresa, a competitividade da unidade ficou comprometida pelas condições de mercado e por características específicas da operação. A decisão segue movimentos de Usiminas, Itaminas, CSN Mineração e Cabo Verde Mineração, que já haviam reduzido atividades. O cenário combina alta de custos, sobretudo do frete marítimo, e queda nos preços do minério.
Cliente/Empreendedor: Grupo J. Mendes (JMN Mineração) | Projeto: Mina Morro dos Coelhos (Minério de Ferro) | Localização: Desterro de Entre Rios e Piracema - MG | Mercado: Mineração | Tema: Suspensão de Operação | Fonte: Brasil Mineral | Data de Publicação: 15/10/2026 | Link: https://brasilmineral.com.br/noticias/j-mendes-suspende-atividades-na-mina-morro-dos-coelhos
Vale diz que frete e combustível deixam 10% da oferta global de minério de ferro no prejuízo
O CEO da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou em entrevista à Bloomberg Television que a alta dos custos de energia e frete deixou cerca de 10% da oferta de minério de ferro sem rentabilidade. A pressão está ligada ao conflito no Oriente Médio. São cerca de 160 milhões de toneladas por ano operando no prejuízo, e aproximadamente 15 milhões de toneladas já foram retiradas de operação por causa dos custos. Os contratos futuros de minério em Cingapura caíram nesta semana para menos de US$ 90 por tonelada, pela primeira vez em dois anos. A queda acumulada em 2026 é de cerca de 15%.
Segundo Pimenta, a pressão sobre os preços vem do frete e do combustível, e não de oferta e demanda. Ele espera recuperação, já que os custos estão desestimulando os produtores marginais. É o mesmo cenário apontado pela J. Mendes ao suspender a Mina Morro dos Coelhos e pelas reduções de outras mineradoras em Minas Gerais. O executivo também defende licenciamento mais ágil e ampliação do mapeamento geológico. Uma revisão das regras de proteção de cavernas naturais poderia viabilizar grandes projetos, incluindo uma mina planejada pela Vale com capacidade de 50 milhões de toneladas por ano.
Cliente/Empreendedor: Vale | Projeto: Mercado de minério de ferro (custos e oferta) | Mercado: Mineração | Tema: Tendência de Mercado | Fonte: Bloomberg Línea | Data de Publicação: 16/10/2026 | Link: https://www.bloomberglinea.com.br/negocios/vale-afirma-que-custos-altos-levam-10-do-mercado-de-minerio-a-operar-no-prejuizo/
Ao menos 18 grupos estrangeiros têm projetos de terras raras no Brasil, com R$ 17,5 bilhões em investimentos
Pelo menos 18 empresas estrangeiras mantêm projetos de pesquisa ou exploração de terras raras no Brasil, segundo levantamento da Folha de S.Paulo. O levantamento usa dados da ANM, documentos, estudos e comunicados ao mercado. Onze empresas são australianas, três canadenses e três americanas. Uma está constituída nas Ilhas Marshall. Os investimentos em execução e previstos somam R$ 17,5 bilhões.
As atividades vão de mapeamento e coleta de amostras a pesquisa e sondagem em Minas Gerais, Goiás, Bahia, Amazonas, Tocantins e Piauí. Grande parte dos recursos ainda depende de licenciamento, financiamento e estudos de viabilidade técnica e econômica. Entre os grupos identificados, a Serra Verde opera em escala comercial a mina de Minaçu (GO), com mais de US$ 1 bilhão investido. A empresa foi comprada pela americana USA Rare Earth. A australiana Lynas pagou R$ 3,5 bilhões pela Meteoric Resources, dona do Projeto Caldeira, no sul de Minas. O Ministério de Minas e Energia considera a aquisição estratégica porque a Lynas prevê uma planta de separação e processamento no país. A canadense Aclara estima US$ 781 milhões no projeto Nova Roma (GO). A australiana Brazilian Rare Earths planeja US$ 969 milhões em Monte Alto-Camaçari (BA). Também aparece a australiana Viridis, com projeto em Poços de Caldas (MG). As reportagens não identificam os demais grupos. O governo aposta na recém-sancionada Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos para impulsionar os projetos.
Cliente/Empreendedor: Empresas estrangeiras de mineração (18 grupos) | Projeto: Projetos de terras raras no Brasil | Localização: Nacional | Mercado: Mineração | Tema: CAPEX | Fonte: BP Money e Revista Minérios & Minerales | Data de Publicação: 11/10/2026 | Link: https://bpmoney.com.br/?p=426180 https://revistaminerios.com.br/projetos-terras-raras-brasil-grupos-estrangeiros/
Cagece lança PPP de R$ 6,3 bilhões para universalizar o esgoto em 104 cidades do Ceará
A Cagece lançou o edital da Parceria Público-Privada (PPP) de esgotamento sanitário para 104 municípios do interior do Ceará. O investimento previsto é de R$ 6,27 bilhões ao longo de 28 anos, e cerca de 1,2 milhão de pessoas devem ser beneficiadas. A entrega de propostas está marcada para 10 de dezembro e a sessão de lances, para 16 de dezembro, ambas na B3.
O projeto está dividido em quatro blocos regionais: Centro-Sul (30 municípios, R$ 1,54 bilhão), Centro-Leste (23 municípios, R$ 1,55 bilhão), Três Climas–Maciço (23 municípios, R$ 1,36 bilhão) e Sertões de Crateús–Ibiapaba (28 municípios, R$ 1,82 bilhão). A concessão administrativa inclui estudos e projetos de engenharia, licenciamento ambiental, desapropriações e obras de universalização e melhoria dos sistemas. Também abrange a operação e manutenção das redes, a substituição de hidrômetros, a verificação de fraudes, a atualização cadastral e a telemetria de grandes clientes. Geração de empregos não informada.
Cliente/Empreendedor: Cagece | Projeto: PPP de Esgotamento Sanitário do Interior (104 municípios) | Localização: Interior - CE | Mercado: Infraestrutura e Logística | Tema: Contratação | Fonte: O Povo | Data de Publicação: 11/10/2026 | Link: https://mais.opovo.com.br/jornal/cidades/2026/10/11/cagece-lanca-edital-para-universalizar-esgotamento-sanitario-em-104-cidades-do-ce.html
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